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ESTUDO BÍBLICO SEMANAL – Despertai-Vos, Homens, Porque É Chegada A Tua Hora – 08 de junho de 2019.

TEMA: DESPERTAI-VOS, HOMENS, PORQUE É CHEGADA A TUA HORA – 08JUN19.

TEXTO: Prov. 24: 33,34

“Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado; Assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado”.

Introdução

A Palavra de Deus, em Romanos 13.11, adverte: “E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”. E ainda, em Efésios 5.14, ordena: “Pelo que diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá”.

Estes e outros textos bíblicos servem para demonstrar o cuidado de Deus em prevenir, orientar, advertir e estimular-nos a sermos uma igreja acordada e sempre pronta para o momento mais aguardado de todos os tempos: A Vinda do Senhor.

A vida espiritual acontece num plano abstrato, porém real e consistente. E tudo o que acontece no mundo natural possui um correspondente no mundo espiritual. Assim, no mundo espiritual também há nascimento, saúde, crescimento, alimentação, sono, vida e morte.

Se no mundo natural é fácil reconhecermos alguém que está dormindo, no mundo espiritual isto já não é tão fácil. Muitos estão em sono profundo. E o pior é que não querem reconhecer seu estado de desligamento. Revelar a uma pessoa que ela está dormindo espiritualmente pode resultar em reações imprevisíveis e desagradáveis, mas quando obtemos sucesso, o resultado é altamente compensador.

Uma igreja sonolenta não consegue mobilizar seus trabalhadores nas atividades evangelísticas, nem sequer consegue unir os que já estão evangelizando. Vive numa tediosa rotina de trabalhos semanais cansativos e desgastantes, mas uma igreja despertada promove reuniões tão cheias da presença de Deus, que o povo retorna para suas casas lamentando pelo término do culto.

O sono espiritual traz conseqüências indesejáveis para o “dorminhoco” e também para o seu próximo, pois pode contagiá-los e amortecer o seu ânimo na obra de Deus. A obra de Deus requer dos trabalhadores uma atitude lúcida e uma postura ativa e vigilante. Mas, como ter lucidez se não estiver acordado? E como ser ativo e vigilante, se não estiver despertado?

Felizmente o despertamento também é contagioso. Quando um crente admite que esteve dormindo e busca o despertamento, e propõe-se a viver uma vida espiritual ativa, seu comportamento vai propagando junto aos vizinhos, gerando na igreja um efeito dominó e provocando um avivamento maravilhoso.

Os Tipos de Sonos Espirituais

Para alcançar o despertamento, o homem precisa antes conhecer os tipos de sono espiritual; reconhecer a necessidade de sair desse estado e aceitar a intervenção de Jesus na sua vida, não apenas como Salvador, mas também como cooperador. Isso para que não ocorra de ser encontrado dormindo quando Jesus vier buscar sua igreja, o que parece estar preste a acontecer. Vejamos então alguns dos principais tipos de sono espiritual:

1. O Sono da Ignorância

O termo “ignorância” não deve ser considerado como ofensa, pois significa tão somente falta de conhecimento. Este é um dos sonos mais fáceis de despertamento, pois basta um esclarecimento bem feito e o “ignorante” desperta imediatamente.

Um caso conhecido de ignorância está registrado em Atos 8.26-38. Ali encontramos um homem estrangeiro buscando um despertamento através da leitura da Palavra. E Jesus, vendo o seu interesse em despertar, separou Felipe, um dos pregadores mais eloqüentes da época para lhe dar o esclarecimento espiritual. E o resultado foi imediato: o eunuco procurou logo o batismo. A bíblia não relata o desdobramento desta atitude, mas a história conta que, quando os missionários norte-americanos chegaram à África, pensando que iam encontrar um povo totalmente ignorante do evangelho, surpreenderam-se pela presença de muitas igrejas, que provavelmente teriam sido fundadas pelo eunuco.

Em Efésios 5.1-14 vemos uma aula direta e objetiva sobre as exigências de Deus para caminhar com o homem (Deus não convive com o pecado).

A bíblia relata casos de pessoas que, estando no sono da ignorância, e recebendo a Palavra do Senhor, optaram pela incredulidade e obtiveram conseqüências desastrosas. Um desses casos é narrado em 2 Reis 7.1-3; 18-20, onde o capitão, na sua ignorância, tenta desacreditar a profecia de vitória ministrada por Eliseu.

Para felicidade daqueles que dão ouvido à voz de Deus, a bíblia garante: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17.30).

2. O Sono da Acomodação

Este tipo de sono é muito comum e provavelmente o pior para as igrejas, pois faz com que as pessoas se acomodem com a rotina e passem a pensar que, por estarem cumprindo os compromissos de rotina, já podem se dar por satisfeitos. Aconteceu com o jovem que esteve com Jesus, conhecido como o mancebo de qualidade, narrado em Mateus, 19.16-20. A narração do jovem mancebo, que cumpria todos os costumes da religião, mas estava num sono tão profundo, que o impediu de compreender o valor da oferta que Jesus tinha para ele. O crente rotineiro é como ele: faz tudo certo, cumpre todas as obrigações, mas já não tem no coração a chama do evangelho. Este crente encontra-se em situação difícil, pois somente ele pode sair da situação em que se encontra. Precisa despir-se de suas convicções, de sua auto-suficiência. Precisa converter-se novamente. Precisa voltar a agir como um menino (Mt 18.3). Para ajudar nesse propósito, Tiago 4.17 nos adverte: “Aquele que conhece o bem e não pratica, comete pecado”.

Uma igreja acometida pelo sono da acomodação possui um corpo de trabalhadores que raramente comparece para os trabalhos. Quem chega na igreja pela primeira vez, pensa que a mesma está vazia. Este, encontrando a igreja aparentemente vazia, se oferece para ajudar em algum departamento. Porém, logo que ele começa a produzir algo, vão aparecendo os donos de cada posição. Ele desiste de ajudar e vai embora: logo tudo volta ao normal e a igreja volta a ficar vazia. Na verdade a igreja não está vazia. Ela está mesmo é cheia de dorminhocos. Quando o pastor pensa em iniciar um projeto novo, a maior dificuldade é encontrar pessoas que possam sacrificar-se um pouco mais do que já se sacrificam. Todo mundo está ocupado com alguma tarefa e não quer acrescentar algo mais. Em Isaías 41.1-6 vemos o profeta indignado com a preguiça do povo, e lembrando-os que os idólatras ajudam-se uns aos outros e se esforçam.

Está na moda uma gíria projetada no escritório central do inferno, que diz: “Tô fora!”. Esta expressão torna mais fácil a recusa a qualquer tarefa que seja designada. O perigo é a pessoa se acostumar tanto a dizer “tô fora”, que na hora em que ele precisar de Deus, venha também a escutar a mesma resposta de parte do Senhor.

Para vencer o sono da acomodação é preciso pedir força e coragem a Deus e envolver-se com as tarefas na igreja e empenhar-se para obter sucesso. Se não for possível envolver-se com tarefa de grande porte, sempre há algo de pequeno porte a ser feito na igreja: é só falar com o dirigente. Se todos se dispusessem a trabalhar em união, logo a igreja estaria no noticiário do céu.

3. O Sono do Desinteresse

O sono do desinteresse se parece com o da acomodação, sendo a grande diferença entre eles, o fato de que, o desinteresse atinge tanto a crentes como a não-crentes. Deus está ali, pertinho dele, cheio de vontade de abençoá-lo, de batizar com o Espírito Santo, cheio de planos para aquela vida, e o homem continua desinteressado. Prefere ir deixando para depois. Culto após culto e a pessoa não toma uma decisão.

Aconteceu com Geazi (2 Reis 4.31; 5.20; 6.15), o moço de Elizeu. Enquanto Elizeu caminhou ao lado de Elias, procurando servir com dedicação e aprender com Ele, Geazi seguia a Elizeu com desinteresse pelas coisas espirituais (pelas materiais até que se interessou). Penso no poder que teria Geazi se tivesse seguido com interesse. Enquanto Elizeu pediu e recebeu porção dobrada do Espírito Santo, Geazi, com seu desinteresse só conseguiu receber porção da lepra de Naamã. Precisamos romper a coberta do desinteresse, antes que seja tarde.

Algumas vezes o sono do desinteresse domina a pessoa com tanta força que a leva a fugir do esclarecimento pelo caminho do pretexto. Em Lucas 14.15-20 vemos diversos tipos de pretexto pronunciados para recusar o chamado de Deus. Mas recomendo que ninguém se engane: Deus não é bobo para aceitar desculpas, mesmo que sejam lógicas. Ele conhece o coração do homem. Ainda a palavra não chegou à tua boca e Deus já a conhece. É melhor acordar do sono do desinteresse e pôr-se a trabalhar, do que ficar inventando desculpas para tentar enganar a Deus. Temos que lembrar sempre de dois detalhes:

a) O Reino de Deus precisa crescer e você é parte disso;

b) A obra não é do homem, e sim de Deus.

A causa do desinteresse pode vir de diversas fontes. Por exemplo:

a) A falta da recompensa, como Davi (1 Sm 17.25);

b) O complexo de inferioridade, como Gideão (Juízes 6.15);

c) O excesso de preciosismo, como Pedro (Atos 10), etc.

Melhor é lembrar do profeta encarregado por Eliseu de ungir Jeú como rei de Israel (2 Reis 9.1-6). Ele sim mostrou estar interessado no crescimento do reino!

O sono do desinteresse é vencido quando nos convencemos definitivamente que a recompensa por nosso trabalho será dada no céu, como está em Lucas 14.12.

4. O Sono do Medo

Em 1 Reis 19.2-5 vemos Elias ser dopado pelo medo. Ele foi apanhado no sono e foi acordado por um anjo, que lhe advertiu para continuar a tarefa. Que contradição! Um homem que fez a chuva parar, que fez o fogo cair do céu, que enfrentou os feiticeiros, agora se deixa pegar pelo sono do medo. Medo de uma mulher desprezível, que foi vencida por Jeú, somente pelo poder da palavra (2 Reis 9.30-33).

Entre os casos de pessoas que foram vítimas do sono do medo, encontramos Ezequias. Mesmo sendo um dos líderes mais corretos diante de Deus, a ponto de ter seus anos de vida acrescentados em 15 anos, como resposta de oração, não esteve isento desse tipo de sono. Quando Senaqueribe avisou que pretendia invadir Judá, o medo de Ezequias foi tão grande que ele começou a desmontar a casa de Deus para oferecer seus tesouros ao adversário. A bíblia denuncia que, mesmo recebendo os tesouros de Deus, o adversário não desistiu de atacar a cidade. O adversário de hoje não é mais Senaqueribe, e o tesouro de hoje também não é mais ouro ou prata: o tesouro de Deus é você!

Quantos crentes dos nossos dias têm sido dopados pelo sono do medo, por deixarem de lembrar que Deus é poderoso e que não há adversário que possa derrotá-lo. O medo é uma das reações humanas que mais ofende a Deus. Ele jamais deixou seus filhos desamparados diante de qualquer adversário. Se Deus tem protegido até ímpios, como fez com Jeroboão (1 Reis 12.16) para manter sus Palavra, que dirá com os seus filhos. Um general tão poderoso não pode admitir medo de seus soldados.

Precisamos sempre lembrar que “Um com Deus é maioria”. A melhor ajuda para vencer o medo está em lembrarmos que a vitória é nossa, mas a batalha é de Deus.

5. O Sono da Auto-Suficiência

A auto-suficiência é a pedra fundamental da soberba. Um dos sonos mais terríveis é este: tem por sintoma a presença de muitos trabalhadores que não conseguem trabalhar em equipe, não gostam de prestar contas de seus atos e sempre se acham superiores aos companheiros.

Em João 15.5b vemos Jesus garantindo: “sem mim nada podeis fazer!”. Ainda em Filipenses 2.3 está escrito: “cada um considere os outros superiores a si mesmos”. Pessoas dopadas pelo sono da auto-suficiência, quando recebem um trabalho, logo se aplicam em tentar desfazer a obra de seu antecessor.

O auto-suficiente, mesmo sendo muito competente, corre o risco de terminar ficando sozinho. Em Êxodo 18.17-26 vemos Moisés sendo repreendido por seu sogro para despertar do sono da auto-suficiência.

Muitas vezes o início do sono da auto-suficiência acontece quando a pessoa rejeita a ajuda dos colegas por falta de confiança. Ele começa a exigir que todos sejam perfeitos no trabalho e não considera que todo mundo tem que aprender um dia e a melhor forma de aprender é praticando. Evidentemente ninguém deve entregar trabalhos de alta responsabilidade a pessoas despreparadas, mas sempre há uma ocasião para honrar os auxiliares.

6. O Sono da Rebeldia:

Em 1 Samuel 2.12-17 vemos o caso de rebeldia dos filhos do sacerdote Eli. Que ironia! Enquanto Eli soube criar Samuel com perfeição, fazendo dele um dos maiores exemplos de disciplina e sucesso da história, deixou em seus filhos a marca da rebeldia e do fracasso. Em 1 Samuel 4.18-19 encontramos a trágica conseqüência da rebeldia.

A rebeldia pode se apresentar de formas disfarçadas, com o intuito de enganar os líderes. A bíblia apresenta diversas situações, onde subordinados tentaram colocar os líderes em má situação e se deram mal:

A rebeldia do ciúme· (Números 11.28,29): Josué deu uma derrapada e levou um puxão de orelha. O pior é que muitos ciumentos não se abrem com o líder, como Josué o fez, mas preferem agir por conta própria e acabam atrapalhando, em vez de ajudar.

A rebeldia· da murmuração (Neemias 5.1-6): Aqui temos um caso de murmuração justa e apresentada à pessoa certa. O resultado foi a ação de Neemias em favor dos murmuradores. Mas há muitos casos de murmuradores que têm prazer em colocar o líder contra a parede, e causam grande mal à obra.

A rebeldia da· contra-informação (Neemias 6.2-3): O crente Sambalate faz um enorme estrago na obra de Deus. Está sempre confundindo o povo com informações equivocadas. Se o ensaio é na segunda, ele espalha que é na terça, se o culto é no templo, ele fala que é ar-livre, e assim por diante. Sem perceber, ele vai trabalhando contra o sucesso da obra e dificultando a comunhão entre os crentes.

 A rebeldia do tipo “Maria vai com as outras” (2 Samuel 16.5-12; 16-22): O crente Simei fica esperando (e torcendo) pelo tropeço do líder para poder lançar-lhe em rosto suas maldições. Nem sempre ele encontra um líder misericordioso como Davi.

A rebeldia do tipo “Só apoio os vencedores” (Juizes 8.4-8; 17-17):· Gideão, estando cansado e carente de ajuda apelou aos Sucotitas e aos Penuelitas, mas estes, temendo o poder dos adversários, recusaram-lhes ajuda, pagando caro por não terem reconhecido que o lado vitorioso é sempre o lado de Deus. Não podiam ter ficado em cima do muro. Jesus adverte em Mateus 12.30: “Quem não é por mim, é contra mim”.

Precisamos estar acordados para reconhecermos um rebelde e evitarmos andar debaixo de seus conselhos. Precisamos atentar para Romanos 13.1-7. Dar satisfação dos seus atos para o líder não é bajulação, mas denota respeito e cooperação.

Mesmo hoje, encontramos nas igrejas evangélicas, pessoas que, sem perceber, vão entrando no sono da rebeldia, deixando o esfriamento prevalecer sobre a coragem e propagando o desânimo e o desinteresse. A solução para este tipo de sono é o concerto coletivo. Se alguém está carregando o fardo das feridas do passado, é preciso descarregá-lo nos pés de Jesus. O perdão é excelente remédio para a alma. E, quando aplicado coletivamente, produz despertamento instantâneo.

7. O Sono da Morte:

Muitas vezes o sono foi confundido com morte. Jesus falou acerca de Lázaro, afirmando que ele dormia, enquanto o povo sabia-o morto, de modo que seus discípulos ficaram confusos. É que, para Jesus, a morte é como um sono, e vice-versa. Também aconteceu com a filha de Jairo. Quando Jesus foi socorrê-la, pediu para que todos saíssem do quarto porque a menina dormia. O povo chegou a zombar de Jesus, mas bastou uma palavra sua e a morte se transformou em vida.

No contexto espiritual, poderíamos denotar este tipo de sono, como o sono da morte. Muitos crentes estão mortos espiritualmente e precisam com urgência do despertamento. Mas, o que é despertar do sono da morte? Isto é avivamento. É sair da morte para a vida. O filho da viúva estava morto e Jesus o despertou para a vida, a filha de Jairo idem, Lázaro ibidem, e até hoje Jesus continua nos despertando para a vida. Para Cristo, a morte é apenas uma etapa da vida. Para o crente, a vida é eterna e a morte é apenas um sono. Um sono do qual precisamos despertar!

Em Atos, 13. 14-49, vemos o apóstolo Paulo atuando numa igreja (sinagoga) adormecida. O povo daquela congregação dormia um sono tão profundo que, mesmo diante ta palavra de Deus, continuou com frieza. Mas, felizmente, os visitantes (os gentios) saíram do culto, tão despertados que lhe rogaram que voltasse no próximo sábado com mais um bocado daquele delicioso maná.

Em Atos 16 vemos um carcereiro que estava dormindo o sono da morte, um sono tão profundo que ele mesmo ia intentar contra a sua própria vida. Mas Jesus entra no episódio através de seus servos Paulo e Silas e realiza o despertamento do carcereiro. Não podemos deixar de perceber que a iniciativa do despertamento foi do carcereiro, quando perguntou: “Que é necessário que eu faça para me salvar?” (Atos 16.30).

A morte espiritual começa com a cauterização dos corações. O coração cauterizado não tem mais sensibilidade para a voz de Deus. O crente cauterizado passa o tempo todo encontrando defeitos nos companheiros. Ao final do culto ele sabe todos os erros cometidos pelo pregador, pelas cantoras, ou pelo dirigente do culto; mas, se você pergunta para ele quais foram os textos lidos, ele não lembra mais do que um. Deus falou com ele, mas ele não ouviu. O crente cauterizado jamais admite seus erros, e só entra em trabalhos de equipe se for à sua moda; seu pensamento sempre tem que prevalecer, e suas opiniões são sempre inabaláveis. Sempre que faz uma pergunta é para embaraçar o palestrante, e não para tirar dúvidas.

O carcereiro de Paulo e Silas deu uma lição de sensibilidade e ganhou passe livre para a vida. Precisamos lembrar que ninguém é perfeito demais que não possa ser melhorado; e ninguém é errado demais que não possa ser aproveitado. Jesus dá uma grande ajuda quando afirma: “Eu vim para que tenham vida …” (João 10.10).

Se você pode crer que Jesus Crusto venceu a morte (1 Coríntios 15.55,56), você pode crer que Ele é poderoso para te tirar da morte para a vida (Isto também é válido para crentes).

É Hora de Despertar!

O povo hebreu teve diversas oportunidades para gozar de um despertamento incomparável. Sua história alterna períodos de avivamento com outros de sono profundo. Entre os reis mais abençoados, vemos em 2 Crônicas 14.5, o rei Asa mostrando um dos maiores chamados ao despertamento já acontecidos. Vejamos como Deus responde ao despertamento com grandes vitórias. Tantos outros, como Esdras, Neemias, Josafá e Josias operaram memoráveis momentos de despertar seguido de vitória. Na história da igreja cristã também vemos grandes despertamentos (como o que ocorreu recentemente na Coréia).

O que nos entristece é vermos que, tal como o povo hebreu, as igrejas também alternam momentos de vitória com épocas de sono espiritual. Precisamos seguir os exemplos dos vitoriosos; avaliar cada um dos tipos de sono e decidir em qual deles estamos enquadrados, para sairmos da letargia e, assim, sermos poderosos para verdadeiramente contribuirmos para a manifestação do poder de Deus na terra.

Ninguém jamais se engane! Acordar de um sono espiritual não é nada cômodo, nem confortável. É preciso tomar o remédio próprio para cada tipo de sono. Veja a tabela:

Tipo de Sono –  Remédio.

  1. Ignorância – Ler, ouvir e guardar a Palavra de Deus.
  2. Acomodação – Assumir novos compromissos.
  3. Desinteresse – Buscar o GALARDÃO de Deus.
  4. Medo – Orar para Deus abrir-lhe os olhos.
  5. Auto-Suficiência – Aprender a confiar nos companheiros
  6. Rebeldia – Consertar-se com Deus e com o líder.
  7. Morte – Crer em Cristo e no seu poder.

De qualquer modo, Provérbios 28.13b, apresenta uma promessa para nos ajudar a despertar de qualquer tipo de sono. Também em Tiago 5.16 temos uma receita para espantar qualquer tipo de sono. Jesus sabe que não é nada fácil esperar que a pessoa acometida de sono espiritual sinta disposição de orar pelo despertamento. Por isso Ele criou a igreja, na confiança de que os irmãos acordados orem pelos que dormem e que ajudem a manter os companheiros alerta. Em Mateus 26.40 vemos o Senhor Jesus repreendendo os discípulos pela falta de companheirismo (estavam adormecidos). No versículo 43 vemos que Jesus volta a encontrá-los adormecidos.

Muitas vezes o sono espiritual cria barreira entre os irmãos, impedindo-os de orar uns pelos outros. E é com isso que o inimigo conta para tentar derrotar a igreja. Mas nós podemos frustrar seus planos malignos através da ministração de um grande conserto. A igreja precisa recordar quando foi a última vez que foi ministrada uma oportunidade para conserto entre os irmãos. Cada um sabe o que tem feito contra o outro. Cada um pode procurar seu irmão para pedir perdão e “zerar” a dívida. É chegada a tua hora!

Os judeus estavam dormindo espiritualmente na primeira vinda de Jesus. Mesmo tendo vivido experiências memoráveis dos milagres de Deus, não foram capazes de reconhecer na pessoa de Jesus, o Messias que tanto esperavam. Seu sono os levou a pensarem que Jesus teria que vir cheio de pompa para assumir um reino corruptível na terra. Por causa do seu sono, perderam o privilégio de desfrutar do verdadeiro reino de Deus.

A igreja precisa estar atenta para que Jesus não a encontre dormindo. Ele mesmo adverte, em Lucas 18.8: “Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?”. Para que Jesus ache fé na terra precisamos estar bem acordados, seja qual for o tipo de sono. Em Mateus 24.33-35 Jesus nos adverte acerca de sua volta. Se todos os motivos já não fossem suficientes para nos envolvermos no despertamento, precisamos considerar que a volta de Cristo está próxima e ai daquele que for encontrado dormindo. Está mais do que na hora de despertarmos. Em nome de Jesus, não importa qual seja o tipo de sono, vamos despertar, para a glória de Deus em nossas vidas!

Que as bênçãos de Deus permaneçam sobre nós!

Pr. Davidson Freitas

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