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ESTUDO BÍBLICO SEMANAL – O Livro De Mateus – Sessão I – 16 de outubro de 2021

O LIVRO DE MATEUS – Sessão I – 16OUT21.

Estamos começando uma série de pequenas mensagens no livro de Mateus do Novo Testamento. Este é o primeiro livro do Novo Testamento. Não vamos estudar todos os versículos. Mas vamos examinar muitos versículos, e você pode usar essas mensagens para lhe guiar a chegar a uma compreensão de outras passagens de Mateus.

1. TEMAS

Dentre os muitos temas que o livro de Mateus ensina escolhemos focalizar Jesus Cristo como o rei que reina. Essa é uma ideia que também é encontrada no livro de Zacarias que está no Velho Testamento, capítulo 9, versículo 9.

2. VERSÍCULO CHAVE

Um versículo chave no livro de Mateus que chama a nossa atenção para o tema é Mateus 2:2, que diz, “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.”

3. PEQUENA VISÃO

Agora vamos apresentar uma pequena visão do livro de Mateus. Vamos examinar porções do livro e apontar para detalhes de cada porção.

Os capítulos 1 e 2 de Mateus podem ser intitulados “A Vinda do Rei.” Nessa porção observamos que o nome de Jesus revela o grande propósito para a Sua primeira vinda a esse mundo. Vamos ler Mateus 1:21, “Ela dará à luz um filho, a quem chamará JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” A frase “seu povo” significa todos os verdadeiros crentes. Outra grande verdade em Mateus é que o Rei é o próprio Deus. Observe Mateus 1:23, “Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco.” Também podemos observar que quando os magos foram visitar Jesus, eles sabiam que estavam procurando por um rei. Lemos em Mateus 2:2, “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.” Finalmente, nessa sessão devemos sobressaltar que os três presentes que os magos ofertaram a Jesus estão relacionados com o Seu ministério. Deus relaciona os presentes com a Sua lealdade; o incenso usado no templo, relaciona com o Seu sacrifício e mirra, que era usada para preparar corpos para o sepultamento, está ligado com a morte de Jesus.

Os capítulos 3 e 4 de Mateus podem ser intitulados como “Credenciais do Rei”. Nessa sessão aprendemos que Jesus tinha o direito de governar por quem Ele era. Ele era o prometido, conforme lemos em Mateus 3:15, “Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu.” Jesus também recebeu aceitação de Deus conforme lemos em Mateus 3:17, “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Nessa sessão de Mateus aprendemos que Jesus também recebeu o direito de reinar como Rei por causa do que ele fez. Ele era um filho perfeitamente obediente, conforme vemos, por exemplo, em Mateus 4:10, “Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.”

Os capítulos 5 até o 9 de Mateus podem ser intitulados “A Autoridade do Rei.” Nessa sessão aprendemos que Jesus falou com autoridade, conforme lemos em Mateus 7:29, “Porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.” Os pronunciamentos forçados de Jesus, ilustrados em Mateus 5:27 e 28, os lembra da autoridade que Deus usou quando deu a lei a Moisés no Monte Sinai. Nessa porção de Mateus, aprendemos que Jesus tinha autoridade sobre a Lei, conforme lemos em Mateus 8:4, “Disse-lhe então Jesus: Olha, não conte isso a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” Também aprendemos que Jesus possui autoridade sobre todos os homens, gentios e também judeus, conforme lemos em Mateus 8:8 e 13, “O centurião, porém, replicou-lhe: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; mas somente dize uma palavra, e o meu criado há de sarar.” Versículo 13, “Então disse Jesus ao centurião: Vai-te, e te seja feito assim como creste. E naquela mesma hora o seu criado sarou.” Aprendemos que Jesus tem autoridade sobre toda a criação, conforme lemos em Mateus 8:26, “Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança.” E aprendemos que Jesus tem poder sobre Satanás e todas as suas potestades conforme lemos em Mateus 8:29 e 32, “E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?” Versículo 32, “Disse-lhes Jesus: Ide. Então saíram, e entraram nos porcos; e eis que toda a manada se precipitou pelo despenhadeiro no mar, perecendo nas águas.” Especialmente vemos que Jesus tem autoridade sobre a salvação, como lemos em Mateus 9:6, “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa.” Observe que a salvação que Jesus traz não é para sociedade ou para nações, mas para pecadores.

Os capítulos 10 até o 13 de Mateus podem ser intitulados, “O Rei traz o Evangelho do Reino.” A natureza séria do reino é revelada em Mateus 10:38, 39, como lemos, “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.” A doce chamada do Rei nos é revelada em Mateus 11:28 a 30 que nos diz, “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” O grande âmbito do reino é revelado em Mateus 12:21 que diz, “E no seu nome os gentios esperarão.” E muitas facetas do Reino são reveladas em Mateus 13 através de diferentes parábolas.

Os capítulos 14 a 20 de Mateus podem ser intitulados “O Rei Constrói o Reino.” Nessa sessão aprendemos que Jesus trabalha através de homens que são fracos em si mesmos, conforme lemos em Mateus 14:30, 31, “Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?” Também aprendemos que é tarefa do próprio Rei construir o Seu reino, conforme lemos em Mateus 16:18, 19, “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela; dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus.” A palavra “rocha” no versículo 18 significa Jesus Cristo. Portanto, aprendemos nessa sessão que o Rei faz todo o trabalho, possui toda a glória e toda a autoridade.

Os capítulos 21 até o 23 de Mateus podem ser intitulados “O Rei julga os Inimigos do Reino.” Nessa sessão aprendemos que os homens são condenados porque eles rejeitam o trabalho, conforme lemos em Mateus 21:15, “Vendo, porém, os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que ele fizera, e os meninos que clamavam no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se.” E eles também rejeitaram a pessoa de Jesus Cristo, conforme lemos em Mateus 21:42 a 46, “Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos. E quem cair sobre esta pedra será despedaçado; mas aquele sobre que ela cair será reduzido a pó. Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas parábolas, entenderam que era deles que Jesus falava. E procuravam prendê-lo, mas temeram o povo, porquanto este o tinha como profeta.” Outra causa para condenação é a vida pecadora dos homens. Ninguém se iguala a perfeita vontade de Deus em conhecimento, conforme lemos em Mateus 22:29, “Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” ou em prática, conforme lemos em Mateus 22: 37-40, “Respondeu-lhes Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Uma outra causa para a condenação do homem é a sua rejeição da Palavra de Deus e autoridade, conforme lemos em Mateus 23:34, “Portanto, eis que vos envio profetas, sábios e escribas; e a uns deles matareis e crucificareis; e a outro açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade.”

Os capítulos 24 e 25 de Mateus podem ser intitulados, “O Rei Explica o Futuro do Seu Reino.” Nessa sessão aprendemos que o Rei alerta Seu povo sobre os falsos evangelhos que viriam conforme lemos em Mateus 24:5 e 11, “Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e a muitos enganarão.” Versículo 11, “Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos;”. Observe quão perto do verdadeiro evangelho o falso vai parecer estar, como nos diz Mateus 24:24, “Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Um fato importante a ser observado é que o falso evangelho será marcado por sinais e maravilhas. Nessa sessão aprendemos que embora o Reino tenha oposição, conforme lemos em Mateus 24:9, “Então, sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.”, a grande esperança do crente é o retorno do Rei, como lemos em Mateus 24:29-31, “Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clamor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.” Nesse meio tempo todos os verdadeiros crentes serão achados “fiéis” e “sábios”. “Sábio” significa ser salvo. “Fiel” significa usar a Palavra de Deus corretamente.

Os capítulos 26 e 27 de Mateus podem ser intitulados, “A Grande Obra do Rei.” Nessa sessão aprendemos que o Rei prepara para o grande sacrifício da Páscoa para o Seu Reino, conforme lemos em Mateus 26:2, “Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.” Nessa sessão aprendemos fatos importantes sobre o tipo de sacrifício que o Rei faz por Seu povo. Aprendemos que o sofrimento de Jesus foi real, como Mateus 26:38,44 nos diz, “Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmas palavras.” Com essa passagem aprendemos que Jesus sofreu obedientemente como nos informa Mateus 26:39, “E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” E Mateus 27:19,24 nos diz que Jesus sofreu inocentemente, “E estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri em sonho por causa dele. Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco.” Aprendemos que o sofrimento de Jesus foi essencialmente espiritual, como lemos em Mateus 27:46, “Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Aprendemos que Jesus sofreu num mundo muito mal que era contra Ele como lemos em Mateus 27:39-44, “E os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Tu, que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz. De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: A outros salvou; a si mesmo não pode salvar. Rei de Israel é ele; desça agora da cruz, e creremos nele; confiou em Deus, livre-o ele agora, se lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus. O mesmo lhe lançaram em rosto também os salteadores que com ele foram crucificados.” Aprendemos que Jesus estava sempre em controle completo, como lemos em Mateus 27:50, “De novo bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito.” Jesus não foi uma vítima e também não foi um fracasso na cruz. A morte de Jesus e a Sua ressurreição foi antecipada e repetidamente prevista por Ele.

O capítulo 28 de Mateus pode ser intitulado como “A vitória do Rei.” Nessa sessão aprendemos sobre o triuno do Rei sobre a morte, conforme lemos em Mateus 28:7, “E ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos; e eis que vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.” Portanto, o Rei dos reis está agora reinando e Jesus, o Rei vitorioso, possui a autoridade para salvar e julgar. Mateus termina com o decreto do Rei para os seus assuntos como podemos ler em Mateus 28:10, 19, 20, “Então lhes disse Jesus: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão para a Galileia; ali me verão. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”.

4. COMENTÁRIOS GERAIS

Alguns comentários gerais sobre o livro de Mateus que vai nos ajudar a ver alguns detalhes mais tarde.

Muito tem sido dito sobre o evangelho de acordo com Mateus sendo uma porção da Escritura escrita particularmente aos Judeus. Entretanto, isso não apenas é incorreto, mas enganoso também. A mensagem do evangelho de Mateus é dirigida a homens de todas as nações como lemos em Mateus 28:19, 20, “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” A necessidade de Mateus de explicar as palavras gregas como lemos em Mateus 1:23, “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco.”, assim como a sua ênfase da graça estendida aos gentios demonstra que esse livro foi escrito para todos os homens de todas as nações. Nada de valor é ganhado por enfatizar que Mateus escreveu primariamente com os Judeus em mente. Na realidade, tal atitude promove muitas ideias falsas sobre a Bíblia, sobre o Senhor Jesus Cristo como Rei, e sobre a natureza do Seu Reino.

Nesse ponto, nós devemos dizer que existe realmente um evangelho e não quatro biografias sobre Jesus. Juntamente, os quatro evangelhos apresentam um retrato espiritual de Jesus Cristo. Mateus, Marcos e Lucas são similares. Eles relatam eventos comuns e conversações. Eles suportam um ao outro na narrativa da vida de Jesus Cristo, adicionando fatos do Seu ministério e confirmando o caráter autêntico da Bíblia. Existem diferenças nos detalhes sempre que esses três evangelhos descrevem o mesmo episódio. Entretanto, as diferenças não são resultado de erros humanos, mas um reflexo a direção do Espírito Santo que causou os escritores a enfatizar coisas diferentes de acordo com a vontade de Deus. Comparando os três evangelhos, podemos obter o completo ponto espiritual.

Devemos agora gastar um pouco de tempo estudando sobre Mateus, o homem, visto que a Bíblia tem poucas coisas para falar sobre ele. Devemos fazer isso com os escritores dos outros três evangelhos também, para descobrir a mão de Deus em cada uma das suas vidas. Mateus que significa “dom de Deus”, algumas vezes foi chamado de Levi. Ele era um homem de decisão. Sem hesitação e debaixo de um custo alto, ele deixou tudo para seguir Jesus. Ele também era um homem de coragem e convicção. Por exemplo, nós vemos que ele convidou os seus antigos colegas à sua casa para ver Jesus. Provavelmente eles eram os seus piores críticos, mas ele possuía uma real preocupação por eles e desejava que eles ouvissem o evangelho. Baseados no fato de que Mateus 10:3 chama Mateus de publicano, mas Marcos 3:18 e Lucas 6:15 não acrescenta isso, podemos ver que como um homem salvo, ele possuía uma humildade saudável, tendo uma honesta visão de que tipo de pessoa ele tinha sido e uma visão honrada da graça que o havia modificado e que o sustentava. Finalmente, Mateus era um oficial de um reino terreno. Ele tinha que lidar com assuntos desse reino todos os dias de trabalho. Ele compreendia o que era um reinado e estava bem preparado para escrever sobre o Reino de Jesus Cristo. Entretanto, não era como se Jesus tivesse pesquisado entre os Judeus pelo candidato certo para escrever um evangelho. Ao invés disso, Deus soberanamente guiou sua vida na arena secular de modo que Mateus inteligentemente escreveu sobre reis e seus reinados.

Existe uma forte ênfase em Mateus sobre as profecias do Velho Testamento as quais prometem o Evangelho e que são cumpridas no Senhor Jesus Cristo. Não menos do que 60 vezes, Mateus aponta para as profecias que foram cumpridas. A expressão “para que seja cumprida” é usada nove vezes na Bíblia, apenas em Mateus. As palavras “foi dito” e referências similares ao Velho Testamento são encontradas 23 vezes, mais uma vez, apenas em Mateus.

É por causa da abundância das referências do Velho Testamento no livro de Mateus que muitas pessoas dizem que ele é um evangelho designado para leitores Judeus. Entretanto, em lugar nenhum a Bíblia ensina esse ponto de vista. Nós não devemos aceitar essas ideias bíblicas extras simplesmente porque elas soam tão bem ou porque quase todo professor da Bíblia assim o faz. Por uma única coisa, podemos facilmente descobrir que, proporcionalmente, livros, como Romanos, Hebreus e Apocalipse, possuem tantas referências ao Velho Testamento como Mateus, especialmente se eles incluem as referências indiretas. Certamente, ninguém iria discutir que o livro de Romanos foi escrito primariamente para leitores Judeus.

Em adição a isso, se desejássemos, poderíamos discutir que as muitas referências ao Velho Testamento suportam a ideia de que o livro de Mateus foi primariamente designado para os leitores gentios, visto que Mateus estava tentando educar os seus leitores, assumindo que eles eram ignorantes quanto ao conteúdo do Velho Testamento. Baseado nesse ponto de vista, podemos supor e isso é apenas uma suposição, que era uma tendência gentia ver o evangelho como mais uma invenção humana, da mesma maneira como os escritos religiosos com os quais estavam tão familiarizados. Portanto, com isso em mente, Mateus poderia estar tentando mostrar que o evangelho é um plano do único Deus verdadeiro que pode prometer e cumprir a Sua Palavra.

Entretanto, tudo isso é um exercício inútil em conjetura. Não importa quão plausível a lógica possa parecer, nós não podemos usar coisas sobre as quais a Bíblia é silenciosa. As nossas mentes pecaminosas invariavelmente vão cometer erros que vão se arrastar dentro da nossa compreensão do que a Bíblia diz explicitamente. O ponto é que a Bíblia em lugar algum afirma que o evangelho de Mateus foi escrito para os Judeus, e é um estudo bíblico ruim afirmar como fato coisas que não são encontradas na Bíblia.

Eu preferi colocar esses pensamentos para mostrar quão casual somos no que diz respeito de pegar ideias vindas dos homens. Muitas pessoas, sem pensar, aceitam o que é comumente lhes ensinado sobre a Bíblia. Geralmente as pessoas não conferem aquilo que ouvem falar. Elas não se importam se é algo rigorosamente apoiado pela Bíblia. E essa é uma maneira não santa de tratar a Bíblia.

Na nossa discussão dos motivos de Mateus para escrever o evangelho, precisamos apenas ir até João 20:31 e II Timóteo 3:15-17 para aprender a ideia da Bíblia do porque Mateus escreveu o evangelho e para quem ele foi dirigido. Não importa o que alguém pode pensar sobre o homem ou sobre o tempo dentro do qual ele escreveu o evangelho. O evangelho de Mateus foi dirigido a todos os homens de todas as idades para a sua edificação espiritual. E essa maneira de olhar para Mateus não é inocente ou sem escolaridade. Ela é baseada nas escrituras.

Deus nos abençoe e nos dê Paz! 

Pr. Davidson Freitas

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